Relógio de Sol



“RELÓGIO DE SOL” Fui uma criança feliz. Vivi intensamente cada momento dos primeiros anos da minha vida. Dentre tantas recordações desta época, trago na lembrança os passeios de infância pelas praças da minha cidade natal. Lembro-me das vezes em que a visita a um “relógio de sol” me deixava intrigado, pois, a minha cabeça de criança não conseguia entender o mecanismo e a forma de leitura do mesmo. Aprendi, mais tarde, que este relógio funciona medindo a passagem do tempo pela observação da posição do sol. Os mais comuns contêm uma superfície plana como mostrador, onde estão marcadas linhas que apontam as horas. A sombra de um pino ou placa projetada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas de um relógio comum. A medida que a posição do sol varia, a sombra desloca-se pela superfície do painel, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. Os “relógios de sol” normalmente mostram a hora solar aparente, mas, com pequenas alterações, também podem indicar a hora padrão do fuso horário em que o relógio está geograficamente localizado. A origem do “relógio de sol” talvez esteja no período paleolítico ou neolítico, quando as medições estavam baseadas na modificação do cumprimento da sombra do próprio homem projetada pelo sol. O mais antigo “relógio de sol” conhecido foi construído por volta de 1.500 AC no Egito. O próprio Deus utilizou este tipo de relógio para comprovar ao Rei Ezequias que sua oração fora ouvida e sua enfermidade seria curada através da instrumentalidade do profeta Isaías (II Re. 20:11).Hoje em dia, com tantos modelos e tipos de relógios, talvez, alguns entendam que o “de sol” só serve para embelezamento de praças e como atração turística. Creio que a maior indicação e contribuição que um “relógio de sol” possa trazer para nós, não é a hora, e sim, um princípio. O “relógio de sol” só marca as horas em que o sol está brilhando. As noites frias e os dias nublados não são registrados nem apontados por este relógio. Assim deve ser nossa vida. Todos nós enfrentamos momentos de dificuldades, solidão, perdas, crises, tempos de tempestades e densas nuvens. Ao permitirmos que tais horas fiquem registradas em nossa memória e emoções, certamente corremos o risco de desencadear processos depressivos e traumatizantes. Muitas pessoas não conseguem deixar o passado no seu devido lugar, carregam mágoas e problemas decorrentes de situações em que o sol não estava brilhando. Pense nisso. Será que uma boa parte das coisas que te preocupam e geram temores não aconteceram enquanto o sol estava escondido? Talvez o medo e a ansiedade que atormentam sua vida tenham sido produzidos em momentos em que você não estava iluminado por Jesus, que é a verdadeira Luz do Mundo. Mesmo nas horas de grandes tempestades e escuridão, o Sol (Jesus) não deixou de brilhar. Se as nuvens e sua própria posição frente ao sol, impediram que você fosse iluminado, não registre estes momentos, entregue-os para Deus e deixe que “o Sol da Justiça” brilhe em seu coração. Mesmo que a noite seja intensa, Jesus quer iluminar e brilhar na sua vida e família. Quando isso ocorrer, a vida apontará a constante presença de Jesus trazendo marcas que farão bem para nosso viver. Faça como o “relógio de sol”, não permita que registros da escuridão determinem sua vida. Jesus quer te iluminar e fazer com que você sempre esteja brilhando. Deixe que Ele faça isso em você, por você!“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, elas não tem fim; renovam-se cada manhã. Grande é a fidelidade do Senhor.” Lm. 3:21 a 23 (Bíblia Sagrada)

Texto do Pastor: Rev. Edinei B. Reolon Pastor titular da Igreja Metodista Central em Goiânia, GO Bacharel em Teologia (UMESP) e Administração de Empresas (PUCC) Pós-Graduado em "Especialização em Aconselhamento Pastoral" (UMESP)
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